Governo do Distrito Federal
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1/07/19 às 15h56 - Atualizado em 1/07/19 às 15h56

Começou o vazio sanitário da soja no DF

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Começou hoje, 1º de julho, no Distrito Federal, e em mais 13 estados brasileiros, o vazio sanitário da soja. O período, que vai até 30 de setembro, é uma estratégia para o manejo da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

 

O objetivo do vazio sanitário é reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem-asiática, quebrando o ciclo do fungo, diminuindo a quantidade de esporos presentes no ambiente e atrasando a ocorrência da doença nas lavouras. “A partir do dia 1° de julho não pode mais haver plantas vivas no campo. Isso é importante para quebrar essa ponte que existe de uma safra para outra. Quando tem ausência de plantas vivas, o fungo não tem como se multiplicar”, explicou a Engenheira Agrônoma e Analista de Fiscalização da Seagri/DF, Carina Ichida.

 

Todo ano a Secretaria de Agricultura realiza fiscalizações em campo para garantir que o vazio está sendo cumprido e também para identificar aquelas plantas que, por um acaso, não foram eliminadas pelos produtores. “Esse ano nós vamos usar imagens de satélite. Vamos ver como funciona na prática, se vai ser mais eficiente ou não. As imagens irão auxiliar as atividades em campo”, ressaltou Carina.

 

Ela lembrou que o produtor também é responsável pelas plantas nas faixas de domínio de sua propriedade e que, o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) também estará fiscalizando esses locais. “A fiscalização na beira das estradas compete ao DER. Muitos produtores usam essa faixa para produzir, então, quem cultiva é responsável por cuidar da faixa de domínio”, afirmou.

 

“O vazio sanitário é importante principalmente para diminuir a resistência que os fungos estão começando a desenvolver. Temos poucos produtos para o controle da doença e para lançar um novo levam-se décadas. Nós temos notícias, dos próprios produtores, que com o vazio houve uma diminuição da quantidade de fungicidas aplicado nas lavouras para controlar a Ferrugem Asiática. Nós trabalhamos com o princípio de que a melhor forma de controlar a doença é evitar a doença. Quanto mais tarde a doença se manifestar, menos intervenção química por parte dos produtores”, destacou Carina.

 

Sobre a Ferrugem

A Ferrugem Asiática é a doença mais severa da cultura da soja e a que demanda maior investimento dos produtores. Os fungicidas são atualmente uma das grandes ferramentas para o controle da doença, o problema, no entanto, é que a rede do Consórcio Antiferrugem, que avalia anualmente a eficiência dos fungicidas, tem identificado reduções na eficiência desses produtos. A principal causa do problema vem sendo associada ao uso intensivo dos fungicidas, desde 2001, quando o fungo Phakopsora pachyrhizi foi relatado pela primeira vez no Brasil. Este fungo é biotrófico, ou seja, só sobrevive e se reproduz em plantas vivas. (fonte: Embrapa)

 

Texto e Foto: Ascom Seagri/DF