Governo do Distrito Federal
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3/12/20 às 16h34 - Atualizado em 27/01/21 às 16h34

Difit realiza operação de fiscalização no DF

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A Diretoria de Fiscalização do Trânsito – DIFIT, por meio da Gerência de Fiscalização do Trânsito de Produtos Agropecuários – GEFIT e a Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal – DIPOVA realizaram na manhã desta quinta-feira (03), uma operação conjunta como parte da execução do programa de ampliação das ações de combate aos produtos clandestinos.

 

O objetivo do programa é aperfeiçoar os serviços de inspeção e fiscalização de produtos e insumos integrantes ou com potencial de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários (SISBI).

 

Estudos realizados por órgãos da saúde pública comprovaram que mais de 30 doenças são transmissíveis por meio de carne contaminada. Entre as principais zoonoses, encontram-se a tuberculose, a cisticercose e a brucelose.

 

Os abatedouros clandestinos disseminam inúmeras doenças, que consomem incontáveis recursos públicos. Além de afetar diretamente a saúde dos consumidores, os abatedouros clandestinos também causam prejuízos a diversos setores.

 

“Dejetos que são atirados nos rios e córregos próximos à região em que estão instalados ou simplesmente deixados para apodrecer ao ar livre, sem qualquer tipo de tratamento, além de resíduos de abate que causam severos impactos ao meio ambiente. Nos abatedouros clandestinos os maus tratos são uma regra. Nos frigoríficos legalizados o atordoamento do animal para o abate demora entre 100 a 200 milésimos de segundos, ao passo que, nos clandestinos, o animal agoniza por longos minutos, uma vez que é impiedosamente abatido a golpes de facão, machado ou marreta”, explicou a diretora de Fiscalização de Trânsito, Fernanda Carolina de Azevedo Oliveira.

 

Ela explicou que, é de extrema relevância e necessidade o desenvolvimento de estratégias de atuação voltadas à garantia da oferta de produtos cárneos e correlatos de qualidade à sociedade de consumo. “É por isso que compete aos órgãos sanitários de controle inspecionar e fiscalizar a produção e a circulação desses produtos clandestinos para evitar que cheguem à mesa dos consumidores”, reiterou.

 

Produtos alimentícios considerados clandestinos são aqueles de origem animal, vegetal ou microrganismos, que não possuem qualquer tipo de inspeção dos órgãos sanitários competentes das esferas federal, estadual, municipal ou distrital, na sua produção ou manipulação. Esses alimentos, na maioria das vezes, não constam rotulagem, não possuindo qualquer informação básica de fabricação e validade. E quando há rótulo, não se pode atestar que as informações ali contidas são verídicas. São produtos, portanto, potencialmente perigosos e prejudiciais aos manipuladores, aos transportadores e à saúde da população consumidora, uma vez que podem derivar de matérias primas contaminadas ou de má qualidade.

 

“E é por isso que DIFIT e DIPOVA uniram esforços para executar esta operação que aconteceu na BR-020, no posto fixo da fiscalização da GEFIT e teve como foco a abordagem de veículos suspeitos de transportar produtos de origem animal. Além da abordagem fiscalizatória, foram repassadas orientações aos motoristas transportadores e consumidores quanto ao registro de produtos, seu transporte adequado e o consumo de produtos com selo de inspeção”, ressaltou a diretora de Fiscalização de Trânsito, Fernanda Carolina de Azevedo Oliveira.

 

Ascom Seagri-DF