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AUJESZKY (PSEUDORAIVA)

A enfermidade infecciosa causada por um Herpesvirus, o Herpesvirus Porcino Tipo I (HPV-I) A doença afeta um grande número de espécies animais, sendo que o suíno tem papel fundamental na transmissão da doença, pois é o hospedeiro natural do vírus e atua como reservatório e fonte de infecção

No Brasil somente o estado de Santa Catarina é considerado oficialmente como livre da doença de Aujeszky.

Características
• Alta morbidade
• Mortalidade variável:
– leitões menores de 3 semanas apresentam alta mortalidade.
• Graves transtornos reprodutivos em porcas prenhes:
– Natimortos
– Mumificação
– Morte embrionária
– Alta frequencia de abortos
• Sintomas nervosos e respiratórios
• Nos animais que se recuperam da infecção clínica, o vírus pode permanecer na forma latente e ser fatores estressantes, pelo calor ou pelo uso de imunossupressores.
• O hospedeiro secundário é terminal, e a eliminação do vírus é praticamente nula. O homem é refratário ao vírus, logo a doença não é uma zoonose. Nestes animais o vírus causa sintomas nervosos:
– Movimentos de se coçar em superfícies (cercas, paredes, portas)
– Prurido intenso no local da infecção com lambidas e mordeduras chegando até mesmo a auto-mutilação.
– Hipersalivação profusa.
– Pode-se desenvolver uma encefalite de progressão rápida
– A morte ocorre entre 36-72 horas após os primeiros sintomas


Vias de infecção
• Via oronasal (+ comum)
• Aerossóis
• No macho ocorre também pela via genito-nasal (durante a estimulação da porca)
• No período de gestação pode ocorrer a infecção pela via transplacentária.
• Pelo colostro na lactação
• Contato indireto:
• Através da água, ração, restos de matadouro, caminhões de transporte, roupas ou contato com qualquer material infectado
• Cães e gatos mortos repentinamente na propriedade com sinais neurológicos podem ser um indicativo da presença do vírus da doença Aujeszky em uma propriedade.

Sinais Clínicos

Possuem quatro formas:

1. Forma nervosa: o vírus atravessa o epitélio da nasofaringe e tonsilas e através dos nervos olfatórios chega ao bulbo olfatório e ao SNC.
– Típica de animais jovens:
– Febre (até 41ºC);
– Paralisia do terço posterior;
– Tremores;
– Hipersalivação;
– Incoordenação motora;
– Marcha circular;
– Movimentos de pedalagem.
Obs: Em neonatos a taxa de mortalidade é de aproximadamente de 100% e em animais desmamados e fica entre 10-50%.

2. Forma respiratória: o vírus atravessa o epitélio nasofaringe e tonsilas passando para os linfonodos regionais e chega à corrente sanguínea, através da qual atinge vários órgãos do animal.
– Febre
– Espirros e descarga nasal, devido a rinite
– Infecção bacteriana secundária
– Tosse rouca
– Falta de ar
Obs: A taxa de mortalidade é de aproximadamente 10% para animais em crescimento e terminação e 2% para reprodutores.

3. Forma reprodutiva: o vírus atravessa a barreira placentária e infecta os embriões. Caso a infecção ocorra no segundo e terceiro terço da gestação podem ocorrer abortos. Se a infecção ocorrer no primeiro terço de gestação, ocorrerá reabsorção fetal.
– Inicialmente, os animais podem desenvolver sinais respiratórios
– aborto (sintoma mais característico)

4. Forma inaparente:
– A infecção pode passar despercebida nas explorações que não possuem fêmeas gestantes ou leitões
– Os sinais respiratórios podem ser confundidos com outras doenças (Influenza suína)

Diagnóstico
É realizado pelos sintomas de problemas reprodutivos, nervosos ou pela elevada mortalidade entre leitões jovens.

DOENÇA DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA AO SERVIÇO DE DEFESA OFICIAL CONFORME IN 08/2007 DO MAPA

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