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Sanidade dos Ovinos e Caprinos

OVINOS E CAPRINOS

A criação de caprinos e ovinos no Distrito Federal e no Brasil tem se tornado cada vez mais tecnificada devido, principalmente, a maior procura de mercado por produtos oriundos destas espécies, principalmente a carne.

A implementação do PROGRAMA NACIONAL DE SANIDADE DE CAPRINOS E OVINOS pelo serviço de defesa agropecuária do Distrito Federal tem como objetivo o fortalecimento da cadeia produtiva de caprinos e ovinos no DF. O controle da sanidade de caprinos e ovinos visa o desenvolvimento de um sistema eficaz de vigilância epidemiológica com atividades de cadastro de propriedades, fiscalização do trânsito, fiscalização em eventos pecuários e atividades de educação sanitária para estimular a participação da comunidade rural no serviço de defesa agropecuária.

As doenças de notificação obrigatória que acometem essas espécies têm maior relevância nas ações do serviço de defesa agropecuária. Sempre que for observado qualquer sinal dessas doenças o serviço oficial deve ser imediatamente notificado para que as ações de prevenção, combate e erradicação possam ser realizados no local.

DOENÇAS VESICULARES
A febre aftosa e a estomatite vesicular fazem parte do grupo de doenças vesiculares de importância para ovinos e caprinos no Brasil. Os sinais dessas doenças são muito similares e a diferenciação é feita somente por meio de exames de laboratório.

Dentre as doenças, a febre aftosa é a mais importante, pois é transmitida rapidamente para os animais, causa queda brusca na produção e gera uma série de prejuízos econômicos para o produtor e para o país. Por isso, qualquer suspeito de doença vesicular deve ser notificado IMEDIATAMENTE ao serviço de defesa agropecuária do Distrito Federal.

Saiba mais sobre as doenças vesiculares em FEBRE AFTOSA

SINAIS CLÍNICOS
Os animais podem apresentar febre alta, vesículas e/ou úlceras no focinho, boca, língua, cascos e úbere, claudicação (Manqueira), queda brusca na produção (de leite ou de carne, etc.) e morte de animais jovens. Em ovinos e caprinos os sinais são mais brandos que nos bovinos e suínos.

EPIDIDIMITE OVINA
A epididimite é uma doença importante da criação ovina. Acomete os carneiros reprodutores e é uma infecção causada pela Brucella ovis. A bactéria se instala no epidídimo e nas glândulas sexuais secundárias. A infecção dos carneiros pode reduzir as taxas de nascimentos em uma estação de monta, devido a redução da fertilidade dos machos reprodutores.

SINAIS CLINICOS
O epidídimo pode estar edemaciado. A suspeita de epididimite geralmente ocorre devido aos baixos índices reprodutivos observados na propriedade.

LENTIVIROSES DOS PEQUENOS RUMINANTES
As lentiviroses dos pequenos ruminantes (LVPR) são assim denominadas devido à semelhança do vírus que causa Atrite Encefalite Caprina (CAE) e Maedi Visna em ovinos. A CAE afeta caprinos de qualquer raça e idade, no entanto, é mais prevalente nos animais mais velhos. As fontes de infecção são os animais infectados, que transmitem a doença nas suas excreções ou secreções ricas em células de defesa (monócitos e macrófagos). A forma mais freqüente de transmissão em cabritos é via colostro e leite.

A Maedi Visna acomete principalmente ovinos com idade entre 3-4 anos. A infecção ocorre, geralmente, pela ingestão de colostro e leite de mães positivas para o vírus da Maedi Visna. Pode ocorrer infecção adquirida através do contato direto e prolongado entre animais infectados e suscetíveis, onde os infectados liberam vírus através de secreção nasal, saliva, fezes, urina, etc.

SINAIS CLINICOS
A CAE e Maedi Visna são síndromes degenerativas de desenvolvimento lento e podem ocorrer diferentes manifestações clínicas de acordo com a idade do animal, podendo aparecer de forma conjunta ou separadas.

SINAIS NERVOSOS
CAPRINOS: Pode ocorrer em animais jovens de 1-4 meses de idade. Observa-se leucoencefalomielite caracterizada, principalmente, por ataxia e paresia, geralmente, dos membros posteriores. Os animais mantêm-se sem febre, com pêlo áspero e seco, entretanto, conservam o apetite, sendo que alguns podem ter corrimento nasal associado à pneumonia.

OVINOS: Pode ocorrer paresia de membros pélvicos, que pode evoluir para os 4 membros. Outros sinais como andar em círculo, postura anormal da cabeça e nistagmo (oscilação involuntária e rítmica dos olhos), podem ser observados. Apesar da manutenção do apetite ocorre perda progressiva de peso.

SINAIS ARTICULARES
CAPRINOS E OVINOS: Pode ocorrer artrite crônica em animais adultos, podendo envolver várias articulações com ou sem aumento de volume. Durante o período de inflamação, além de claudicação, pode-se observar o líquido sinovial com coloração marrom-avermelhada e com baixa viscosidade.

ALTERAÇÕES MAMÁRIAS
CAPRINOS E OVINOS: Pode ocorrer em fêmeas impúberes ou adultas, evidenciada por mamite ou endurecimento da glândula mamária. Deve-se estar atento à outras causas de mastite, mais comuns.

RESPIRATÓRIA
CAPRINOS: Manifesta-se com histórico de perda de peso crônica e dificuldade respiratória crescente que progride para dispnéia, mesmo o animal em repouso.

OVINOS: Apresentam intolerância ao exercício, dificuldade respiratória, emagrecimento crônico e quadro secundário de pneumonia.

LÍNGUA AZUL
A língua azul é uma doença infecciosa causada por um vírus. Manifesta-se de forma aguda e é transmitida por insetos culicóides (mosquito-pólvora). A doença pode acometer todos os ruminantes domésticos e selvagens. No entanto, os sinais são mais graves nos ovinos.

SINAIS CLÍNICOS
O animal pode apresentar febre alta, escorrimento nasal com muco, pus e/ou sangue. Podem ser observadas úlceras na língua, com edema e cianose (língua fica azul), devido a essas alterações, o animal pode apresentar sialorréia (babar) e dificuldade pra respirar. Além disso, os animais podem apresentar diarréia.

RAIVA
A raiva é uma zoonose causada por um vírus, levando a morte todos os animais que desenvolvem a doença. A doença é transmitida principalmente pela mordida do morcego hematófago (se alimenta de sangue) infectado, mas pode ser transmitida também por cães e gatos raivosos e alguns animais silvestres. A saliva é a principal fonte de contaminação, pois contem grande quantidade de vírus.

SINAIS CLÍNICOS
Os sinais clínicos são variados, mas o animal pode apresentar paralisia, andar cambaleante e sialorréira (babar). O animal infectado pode morrer até 10 dias após o aparecimento dos primeiros sinais. Pode-se observar espoliações por morcego (mordidas) no corpo do animal.

Sempre que for observado animal com sinal nervoso (paralítico, dificuldade de anadar, etc) deve-se suspeitar de raiva. Por ser uma zoonose, a raiva é um risco para a saúde da população, desta forma deve-se notificar imediatamente o serviço de defesa agropecuária do DF quando houver suspeita da doença ou quando for observado espoliações por morcegos na propriedade.

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