Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
26/11/18 às 16h05 - Atualizado em 27/11/18 às 13h40

RAIVA E ENCEFALOPATIAS

COMPARTILHAR

RAIVA

 

A DOENÇA

 

A raiva é uma doença aguda do Sistema Nervoso Central (SNC) que pode acometer todos os mamíferos, inclusive os seres humanos. É caracterizada por uma encefalomielite fatal, sendo listada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em seu Código Sanitário para os Animais Terrestres, na categoria das enfermidades comuns a várias espécies.Essa doença é causada por um vírus denominado Lyssavirus, que é usualmente transmitido por contato direto,principalmente pela mordedura de animais contaminados, como os cães, gatos, morcegos ou outros mamíferos silvestres como raposas e saguis.

 

Após um período de incubação variável, geralmente entre 3 e 8 semanas, o vírus atinge o sistema nervoso e podem surgir diferentes sinais da doença, sendo a incoordenação motora, alterações de comportamento e a paralisia progressiva, os mais comuns.

 

Os proprietários e tratadores de animais devem ficar atentos: inicialmente pode ser observado o isolamento do animal, que se afasta do rebanho, apresentando certa apatia e perda do apetite, podendo apresentar-se de cabeça baixa e indiferente ao que se passa ao seu redor. Seguem-se outros sinais, como aumento da sensibilidade , mugido constante, hiperexcitabilidade, salivação abundante e viscosa e dificuldade para engolir (o que sugere que o animal esteja engasgado), dificuldades para se locomover, tremores e contrações musculares involuntárias, quedas, e finalmente a paralisia progressiva e morte. A evolução da doença desde o aparecimento dos sintomas iniciais, até a morte do animal, é de 4-7 dias podendo, em raros casos chegar a 10 dias ou mais.

Uma vez iniciados os sinais clínicos da raiva, não há a recuperação dos animais, devendo os casos suspeitos ser acompanhados com atenção por veterinários, equipe da defesa agropecuária, com bastante atenção quando da manipulação destes animais, devido à possibilidade de transmissão do vírus aos seres humanos.

 

Nunca se deve aproveitar para consumo a carne de animais com suspeita de raiva.

 

A principal forma de evitar a doença consiste em imunizar os animais. Proteja seu rebanho vacinando-o contra raiva. Uma vez iniciados os sinais clínicos, não há tratamento e a doença é invariavelmente fatal.

 

Fonte: Revisão sobre Raiva 2017  – Adaptação de Revisão sobre EEB, medidas de prevenção e vigilância, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

 

É obrigatória a vacinação contra a raiva dos herbívoros no Distrito Federal. Informe-se sobre o protocolo de vacinação, participe das campanhas e proteja seu rebanho e sua família.

 

  1. O QUE FAZER EM CASO DE SUSPEITA DE RAIVA

Caso haja algum animal em sua propriedade com suspeita de raiva, apresentando sintomas como os acima descritos, procure o Serviço de Defesa Oficial pelo telefone (61) 33403862. Comunique também a ocorrência de morte súbita em algum animal de seu rebanho.

 

  1. O QUE FAZER EM CASO DE ANIMAIS ATACADOS POR MORCEGOS

Caso ocorra ataque por morcegos aos animais de sua propriedade, procure o Serviço de Defesa Oficial pelo telefone (61) 33403862 para que possamos visitá-la e instruirmos quanto aos procedimentos necessários a serem tomados.

 

TELEFONE PARA NOTIFICAÇÃO – (61) 33403862

 

  1. LEGISLAÇÃO

Instrução Normativa n° 5, de 1 de março de 2002, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Anexo I da Instrução Normativa n° 5, de 1 de março de 2002.

 

Manual Técnico para o Controle da Raiva dos Herbívoros 2009 , Portaria SDA nº 168.

 

Portaria nº 155 de 08 de outubro de 2003, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Distrito Federal.

 

 

Encefalopatia Espongiforme Bovina

 

A Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB, comumente conhecida como “doença da vaca louca”, é uma enfermidade degenerativa fatal e transmissível do sistema nervoso central de bovinos, com longo período de incubação (4 a 5 anos), caracterizada clinicamente por nervosismo, reação exagerada a estímulos externos e dificuldade de locomoção.

A EEB é uma das doenças do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis – EET.

 

O agente causador da EEB é denominado de prion (do inglês, proteinaceous infectious particle) ou PrP (prion protein), e é uma proteína encontrada no tecido nervoso de animais infectados. Este agente infeccioso é uma proteína normal que sofre um processo de transformação, originando a forma anormal (PrP), que se replica e acumula nas células do sistema nervoso central, causando a doença.

 

A principal via de transmissão é por ingestão de alimentos contendo farinhas de carne e ossos provenientes de carcaças infectadas pelo prion. Por isso, para se evitar a doença, não se deve alimentar ruminantes com certos produtos de origem animal, principalmente a farinha de carne e ossos.

 

Neste item, a cama de aviário e dejetos de suínos, que não devem ser utilizados como alimento para ruminantes, pois a ração desses animais normalmente é composta por farinha de carne e ossos, e os restos dessas rações, juntamente com as partículas não digeridas do alimento que saem nas fezes contaminam a cama, podendo veicular o agente da EEB, caso presente.

 

A Defesa Agropecuária realiza ações de fiscalização periódicas em propriedades no DF a fim de averiguar o fornecimento irregular de alimentos contendo proteínas de origem animal para ruminantes. O descumprimento das orientações sanitárias pode acarretar em multas e abate dos animais.

 

Não dê cama-de-frango ou outros produtos proibidos aos bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, e denuncie o uso irregular destes produtos! Ajude a evitar o Mal da Vaca Louca no Brasil!

 

Fonte: CartilhaEEB técnica

Adaptação de Revisão sobre EEB, medidas de prevenção e vigilância, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Legislação

 

Portaria Nº 516, DE 09 DE DEZEMBRO DE 1997, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Instrução Normativa Nº 18, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2002, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Anexo – Instrução Normativa Nº 18, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2002.

 

Instrução Normativa Nº 18, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2003, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Instrução de Serviço Nº 2, DE 12 DE AGOSTO DE 2003, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Instrução Normativa Nº 8, DE 25 DE MARÇO DE 2004, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Instrução Normativa Nº 49, DE 15 DE SETEMBRO DE 2008, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Anexo – Instrução Normativa Nº 49, DE 15 DE SETEMBRO DE 2008.

 

Instrução Normativa Nº 41, DE 08 DE OUTUBRO DE 2009, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.