Governo do Distrito Federal
24/05/22 às 13h32 - Atualizado em 24/05/22 às 13h40

Estado e setor produtivo debatem a importância do Fundo de sanidade privado no avanço da condição sanitária

 

A Secretaria da Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) promoveu na última sexta-feira (20), na AgroBrasília, o IV Fórum Distrital de Febre Aftosa e Doenças Vesiculares. Este ano o tema foi o Fundo de Sanidade Privado do Distrito Federal.

 

No formato de mesa redonda, foram abordados aspectos relacionados ao funcionamento e principais desafios do Fundo de sanidade privado. Os debatedores foram o presidente do Conselho de Administração do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária do Distrito Federal (Fundepec-DF), Fernando Cezar Ribeiro, e o diretor executivo do Fundepec-GO, Uacir Bernardes.

 

Presente na abertura do Fórum, o secretário de Agricultura do DF, Candido Teles, destacou a qualidade do Serviço Distrital de Defesa Agropecuária. “A Defesa Agropecuária do Distrito Federal tem feito um trabalho maravilhoso. O DF, segundo auditoria do Ministério da Agricultura, é o segundo melhor serviço de Defesa Agropecuária do Brasil. Isso orgulha todos os servidores da Secretaria da Agricultura”. O titular da Seagri-DF ressaltou ainda a importância mundial do trabalho da Defesa Agropecuária. “Se o Brasil exporta proteína animal para países do mundo inteiro, é porque a Defesa Agropecuária do Brasil é muito boa, conferindo segurança e qualidade aos produtos nacionais”, afirmou Candido Teles.

 

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Guilherme Leal, lembrou do importante momento que o país está passando no contexto do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNFA). “Vários Estados, inclusive o Distrito Federal, terão em novembro deste ano a última campanha de vacinação contra febre aftosa. Mas a gente não está só retirando vacina. Estamos substituindo a vacina por um sistema de Defesa Agropecuária que tem que ser mais eficiente. Parar de vacinar exige uma série de ações e  investimento no Serviço de Defesa”.

 

O representante do Ministério da Agricultura destacou ainda a importância da parceria com o setor privado. “É preciso estar preparado para debelar qualquer foco de doença rapidamente. E a atuação do setor privado permite essa maior agilidade, na compra de materiais e na indenização dos produtores. Toda essa estratégia é fundamental para a evolução do status sanitário”, declarou José Guilherme Leal.

 

O presidente do Fundepec-GO, Antônio Flávio de Lima, relatou a experiência do Goiás com o Fundo de Sanidade Privado. “Temos no Goiás há mais de 20 anos um fundo privado, constituído por entidades das cadeias de bovinos, aves e suínos, com adesão de praticamente todos os produtores dessas cadeias, tanto do setor produtivo quanto da indústria”.

 

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF) e do Conselho de Administração do Fundepec-DF, Fernando Ribeiro, a expectativa é de que no DF o Fundo possa expandir a participação do setor produtivo. “Já temos a adesão ao Fundepec-DF de 5 instituições representativas da suinocultura, avicultura e bovinocultura de corte e de leite. Esperamos avançar com a adesão das agroindústrias, e estamos estudando também a possibilidade de incluir a cadeia produtiva de pescados”.

 

Sobre a destinação dos recursos do Fundepec-DF, Fernando Ribeiro explicou como acontecerá no Distrito Federal. “Em princípio, nos três primeiros anos do Fundepec-DF, os recursos arrecadados serão usados somente para emergências sanitárias. Em um segundo momento, parte dos recursos deverão ser usados também com ações de prevenção a emergências sanitárias”.

 

O diretor executivo do Fundepec-GO, Uacir Ribeiro, disse que o Fundepec-GO atualmente é o maior fundo de sanidade privado do país, e destacou sua importância.  “Ter um Fundo privado é primordial na retirada da vacinação contra febre aftosa, especialmente no caso de emergências sanitárias. Em um primeiro momento, na resposta ao surto. A velocidade de transmissão da febre aftosa é altíssima. Por isso toda ação de controle da doença tem que ser muito rápida. E somente os Fundos privados têm essa capacidade de disponibilizar recursos imediatamente nessas situações”.

 

No caso de necessidade de indenização de produtores, quando animais são sacrificados em uma emergência sanitária, Uacir Ribeiro ressaltou a importância do fundo privado. “A indenização é um fator importantíssimo na segurança do pecuarista para ele comunicar a suspeita de uma doença de controle oficial. E a agilidade na indenização, possibilitada pela iniciativa privada, é fundamental para a sustentabilidade econômica dos produtores rurais”.

 

Quanto às atividades de prevenção às emergências sanitárias, o diretor executivo do Fundo privado do Goiás afirmou que atualmente 10% da arrecadação do Fundepec-GO é para atividades de prevenção e estruturação do Servido de Defesa Agropecuária do Goiás. “Conforme o Fundepec-GO foi tendo mais recursos, começou-se a atuar mais com prevenção. A gente foi trabalhando junto e ajudando a construir uma Defesa Agropecuária melhor”.

 

O representante do Fundepec-GO destacou ainda a relevância do setor privado na defesa sanitária animal e vegetal. “Estamos cada vez mais convencidos de que a iniciativa privada precisa fazer parte do Sistema de Defesa Agropecuária brasileiro. É preciso ter voz e participar. E uma das formas de participar, é com recursos”, declarou. “A Defesa Agropecuária é um investimento. Quando se investe em Defesa Agropecuária, investe-se na qualidade dos alimentos e, com isso, na abertura de mercados”, concluiu Uacir Ribeiro.

 

 

Texto e fotos: Ascom Seagri-DF